E nem tudo chega a um fim.
Pra começar o que possui inicio duvidoso.
Não é o caso desse blog.
Aliás, esse blog não tem caso é com ninguem.
Por isso ele vai.
Porque não violentou uma mosca nem apaixonou uma moça.
Isto não é um assassinato a sange quente.
É uma prestação de contas com a famíla das palavras doentes jazidas nessas matrizes digitais, nesssa página.
É o último.
A saudade cabe no papel, mas nem com lupa.
A esperança cogita voltar.
Não há condições.
Braços longos levantados, os meus
inclusive.
Adeus.
Saturday, March 14, 2009
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1 comments:
Sempre há momentos de ressuscitação nas palavras.
Tal como o afogado, que de um lampejo revive, regorgitando água, as palavras saem como de repente, vomitadas pela caneta, dedilhadas como canção nas cordas de um violão, ou digitadas por mãos ágeis, na ânsia de algo falar.
Palavras foram feitas para serem faladas, escritas, vomitadas, libertadas, não encarceradas nos mesmismos, não aprisionadas num silêncio piedoso, pois, mesmo no silêncio, palavras são interpretadas, mesmo não ditas.
Talvez quem sabe, em breve ou em algum dia, as palavras voltem, ressuscitem neste blog. Por que não?
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